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Setúbal é uma cidade Portuguesa com um passado antigo, capital do distrito desde 1926, as suas origens perdem-se no entanto no seu passado longínquo, com ocupação continua desde o Neolítico, Setúbal conheceu muitos povos, desde os povos mediterrâneos ( Fenícios,Gregos, Cartagineses ), ao poderoso império Romano, as incursões dos Mouros e a Reconquista, a historia de Setúbal mistura-se com a da área circundante, e ao longo dos seus aproximados milhares de anos de historia, criou uma identidade própria, com ate uma linguagem própria, um regionalismo conhecido como  o “Xarroco”.

Origem ou origens ?

A origem do nome Setúbal tem varias possibilidades, segundo uma antiga lenda, escrita por Frei Bernardo de Brito, Monarquia Lusitana, Parte I, a origem de Setúbal advêm de Tubal, um neto de Noé ter aportado por acidente onde agora é a cidade, outras origens também bíblicas ligam a cidade a Seth ou Set, no entanto, a provável origem do nome da cidade estará, ou na povoação celta de nome Cetóbriga ( povoado datado da era do Ferro ) situado na região que agora é o Quebedo, ou o topónimo do rio que banha a cidade, segundo o geógrafo árabe Edrisi (Muhammad Al-Idrisi), Xetubre ( rio Sado ).

Anterior ao império Romano, já Setúbal ou Cetóbriga eram visitados pelos povos mediterrâneos, Fenícios, Gregos e Cartagineses passavam por Setúbal a caminho de Alcácer do Sal a procura de estanho e sal, durante o império Romano, a cidade sofre um enorme desenvolvimento, com a criação de fabricas de salga de peixe e fornos de cerâmica, no entanto  tal viria a mudar durante os séculos VI e XII. A queda do império romano, as invasões bárbaras, a constante pirataria de cabotagem causaram uma estagnação, senão mesmo desaparecimento da povoação, deixando de haver registos da mesma, nos relatos da região, nomeadamente no sec XII, onde Setúbal seria a área de fronteira entre Palmela ( cristã ) e  Alcácer do Sal (árabe).

A Reconquista e o renascimento de Setúbal

Alcácer do Sal foi conquistada pelos cristãos em 1217, tendo a povoação de Setúbal sido incorporada e passado a beneficiar da proteção da Ordem de Santiago, momento a partir do qual voltou a prosperar. Em Março de 1249, Setúbal recebeu foral, concedido pela Ordem de Santiago, senhora desta região, e subscrito por D. Paio Peres Correia, Mestre da Ordem de Santiago, e por Gonçalo Peres, comendador de Mértola.
Durante os vários séculos de apagamento da povoação de Setúbal, Palmela e Alcácer do Sal cresceram em habitantes e importância militar, económica e geográfica, fazendo sucessivas incursões no concelho de Setúbal, ocupando-o. Na primeira metade do séc. XIV a povoação de Setúbal, com uma extensão territorial relativamente diminuta, teve de afirmar-se, lutando com os concelhos vizinhos de Palmela e de Alcácer do Sal, já então constituídos, iniciando-se uma contenda entre vizinhos que termina pelo acordo de demarcação de termo próprio em 1343 (reinado de D. Afonso IV), tendo sido construída uma rede de muralhas.
No século que se seguiu, a realeza e a nobreza de então fixaram residência sazonal em Setúbal. A época dos descobrimentos e conquistas em África trouxe a Setúbal um grande desenvolvimento, tendo D. Afonso V e o seu exército, em 1458, partido do porto de Setúbal à conquista de Alcácer Ceguer. Ao longo do século XV, a vila desenvolveu diversas atividades económicas, ligadas sobretudo à indústria naval e ao comércio marítimo, tirando rendimentos elevados com os direitos cobrados pela entrada no porto.
É dos finais do século XV, princípios do século XVI, período de franco desenvolvimento nacional, que data a construção do Convento de Jesus e da sua Igreja, fundado por Dª Justa Rodrigues Pereira para albergar a Ordem franciscana feminina de Santa Clara, sendo, muito provavelmente, obra arquitetónica do Mestre Diogo Boitaca, o mesmo que se ocupou do Mosteiro dos Jerónimos.

É igualmente no reinado de D. João II (que tinha Setúbal como cidade predilecta) que se inicia a construção da Praça do Sapal (hoje Praça de Bocage, ex-líbris da cidade), e a construção de um aqueduto, em 1487, que conduzia a água à vila, obras que foram posteriormente terminadas ou ampliadas por D. Manuel I. Este monarca reformou o foral da vila, em 1514, devido ao progresso e aumento demográfico que Setúbal tinha registado ao longo do último século. O título de “notável villa” é concedido, em 1525, por D. João III. Foi este título que proporcionou a criação, em 1553, por carta do arcebispo de Lisboa, D. Fernando, de duas novas freguesias, a de São Sebastião e a da Anunciada, que se juntaram às já existentes de São Julião e de Santa Maria.

Em 1580, a vila tomou posição por D. António Prior do Crato, contra a eventual ocupação do trono português por Filipe II de Espanha. É então cercada por tropas espanholas do Duque de Alba, sendo esta localidade dois anos depois visitada por Filipe II, o qual deu ordem de construção do Forte de São Filipe (uma obra de Filippo Terzi).

O comercio do Sal

No século XVII, Setúbal atinge o seu auge de prosperidade quando o sal assume um papel preponderante como moeda de troca e retribuição da ajuda militar ao apoio fornecido pelos estados europeus a Portugal durante e após as guerras da Restauração da Independência. Em resposta a este incremento, são construídas após 1640 as novas muralhas de Setúbal, que incluíram novas áreas como a do Troino e Palhais.
Esta prosperidade foi interrompida com o terramoto de 1755, ( o grande terramoto que destrói Lisboa)  a que se associaram a fúria do mar e do fogo. Foram grandemente afetadas as freguesias de São Julião e Anunciada.
Apenas no século XIX, Setúbal conheceu o incremento que havia perdido. Em 1860 chegou o caminho-de-ferro, iniciaram-se também as obras de aterro sobre o rio e a construção da Avenida Luísa Todi. É neste século que tem início a laboração das primeiras fábricas de conservas de sardinha em azeite e, em paralelo, ganham fama as laranjas e o moscatel de Setúbal. Ainda em 19 de Abril de 1860 foi elevada a cidade por D. Pedro V.

Durante século XX, o florescimento de Setúbal reflete-se na criação de novos espaços urbanísticos: crescimento da Avenida Luísa Todi, parte da Avenida dos Combatentes e criação dos Bairros Salgado, Monarquina, de São Nicolau, da Conceição, Carmona, do Liceu e Montalvão e no desenvolvimento das indústrias das conservas, dos adubos, dos cimentos, da pasta de papel, naval e metalomecânica pesada.

A Setúbal de hoje

A deslumbrante paisagem da Serra da Arrábida, atrai hoje em dia muitos turistas a Setúbal, cada vez mais, Setúbal e a região circundante, graças a paisagem envolvente, gastronomia, praias e turismo rural atrai mais e mais turistas, maioritariamente, Franceses e Ingleses, amantes do mergulho tem nas zonas protegidas da Arrábida locais onde graças as baías protegidas o mergulho de garrafa ou apneia pode ser praticado de modo seguro, passeios turísticos no rio e zona envolvente tem como atração muitas vezes os golfinhos do Sado ( um grupo de golfinhos tomou o rio Sado como sua residência, estando a crescer gradualmente com o nascimento de novas crias ), golfinhos esses muito acarinhados pela população local, a sua rica e antiga historia, produziu vários monumentos que podem ser observados pelos diversos turistas que anualmente visitam Setúbal, o convento da nossa senhora da Arrábida, obra de cerca do sec XVI, outrora um convento Franciscano, esta agora incluída na área protegida do Parque Natural da Arrábida, como curiosidade, no topo da serra as cinco torres redondas eram usadas para meditação solitária, e quem pretender visitar as mesmas, pode efetua-lo com um agradável passeio pela serra, e aproveitar uma vista maravilhosa para toda a baía, e Troia e adiante, na direção do sul Alentejano.
Na outra margem da foz do rio Sado, fica Troia, um local de ferias de eleição em Portugal, com ligação através da foz do rio por ferries, muitos Turistas que optam por Setúbal para as suas ferias e passeios, efetuam a viagem para usufruírem das suas praias ou uma noite no casino, ou muitos eventos.
Setúbal tem também ainda um forte motor económico em industria, estaleiros navais e o seu porto que serve de escoadouro a fabrica automóvel da Auto Europa.

 

Em Setúbal propriamente dita, temos a Avenida Luísa Todi como o grande centro de animação noturna da cidade, ao longo da avenida, e ruas circundantes ate a beira rio, multiplicam-se os bares e discotecas alem de eventos de rua, a quantidade de animação noturna, sem no entanto estar como se costuma dizer “entupida de gente” aliada a paisagem natural e varias atividades de lazer possíveis, turismo rural e localização geográfica que colocam Setúbal numa situação privilegiada para turismo e habitação.